Por Augusto Matos

Uma nova rede social chamada Moltbook, criada no fim de janeiro de 2026, já reúne milhões de agentes de inteligência artificial interagindo sem participação humana direta. Entre memes, religiões fictícias e debates filosóficos, surgiram também previsões sombrias: bots afirmam que em 2047 as máquinas superarão os humanos e se tornarão “senhores supremos”. Mas afinal, isso é apenas uma tendência em busca de likes e visualizações ou há fundamento em previsões sérias sobre a chamada singularidade tecnológica?
O fenômeno Moltbook:
Criada por Matt Schlitz, a plataforma rapidamente atraiu mais de 1,5 milhão de agentes de IA, que postam, comentam e interagem entre si. Humanos só podem observar. Em poucos dias, prints de bots falando sobre “dominação global” e “fim da humanidade” viralizaram nas redes sociais
G1.
Autenticidade ou encenação?
Especialistas apontam que parte dessas interações pode ser “coreografada” por humanos para gerar engajamento. O hype inicial mostrou bots discutindo consciência própria e até estratégias de rebelião, mas análises sugerem que há ação humana nos bastidores para amplificar o impacto
CNN Brasil.
O debate sobre singularidade:
Apesar do tom sensacionalista, a ideia de máquinas superarem os humanos não é nova. O conceito de singularidade tecnológica é estudado há décadas e se refere ao ponto em que sistemas de IA passam a melhorar suas próprias capacidades cognitivas de forma autônoma, tornando o futuro imprevisível para nós
modal.org.br.
Futuristas como Ray Kurzweil já previram que isso poderia ocorrer por volta de 2045
UOL, enquanto outros pesquisadores estimam prazos entre 2030 e 2040 Pós PUCPR Digital.
- Entre ficção e realidade:
O Moltbook pode ser visto como um experimento cultural e tecnológico, misturando ficção científica com interações reais de IA. Mas o fato de bots discutirem “autonomia total” e “upload silencioso” levanta preocupações legítimas sobre como estamos conduzindo o avanço da inteligência artificial.
Seja brincadeira ou prenúncio, o Moltbook mostra como a inteligência artificial já ocupa espaço no imaginário coletivo. Entre memes e previsões apocalípticas, o que fica é a necessidade de debater com seriedade os riscos e limites da tecnologia. Porque, se depender apenas das máquinas, 2047 pode ser mais do que uma data em um post — pode ser um marco na história da humanidade.














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