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Coordenador Regional da FUNAI no Sul da Bahia é exonerado após acusações de motivar invasões

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (02/03) a exoneração de Gerdion Santos do Nascimento, conhecido como “Cacique Aruã”. Ele ocupava a Coordenação Regional do Sul da Bahia da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, com sede em Porto Seguro.

A decisão ocorre em meio a acusações de parcialidade. Segundo críticos, o então coordenador teria incentivado invasões de fazendas. Além disso, ele teria deixado de atuar para reduzir os conflitos fundiários na região.

Os episódios recentes foram registrados no extremo sul da Bahia. Entre os municípios citados estão Porto Seguro, Prado, Itamaraju e Itabela. Nessas localidades, a tensão entre produtores rurais e comunidades indígenas aumentou nos últimos meses.

De acordo com opositores, Aruã teria cruzado os braços diante da crise. Por outro lado, aliados afirmam que ele apenas cumpriu a missão institucional da FUNAI.

Nota pública

Após a exoneração, Cacique Aruã divulgou uma nota em suas redes sociais. No texto, ele afirma que deixou o cargo por “ordem superior ministerial da Casa Civil”. Ainda segundo ele, não houve incompetência ou corrupção.

O ex-coordenador declarou que está sendo responsabilizado por incentivar retomadas indígenas. Contudo, sustenta que agiu na defesa dos direitos constitucionais dos povos originários, sobretudo o direito à terra e ao território.

Além disso, ele ressaltou que não responde a nenhum processo criminal ou administrativo. Segundo Aruã, todas as suas ações estão registradas em processos internos da FUNAI. Ele afirma que os documentos foram encaminhados a órgãos como o Ministério Público Federal e as polícias Federal e Civil.

Na parte final da nota, o ex-coordenador agradeceu a lideranças e organizações indígenas pelo apoio. Também destacou que seguirá atuando fora do governo.

“A luta continua fora do governo, enquanto indígena e guerreiro Pataxó”, escreveu. Por fim, afirmou que deixa o cargo de “cabeça erguida”.