Por; Augusto Matos

O episódio protagonizado pelo prefeito Eduardo Paes na Marquês de Sapucaí reacende a urgência de combater o capacitismo e reforçar políticas públicas de respeito e acessibilidade.
Durante o desfile de Carnaval de 2026 na Marquês de Sapucaí, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, foi filmado em um camarote imitando uma pessoa com deficiência visual. Nas imagens, ele aparece de óculos escuros e simulando o uso de uma bengala, gesto que rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou forte reação de entidades, cidadãos e veículos de imprensa.
O episódio foi amplamente criticado por reforçar estereótipos e ridicularizar uma condição que afeta mais de 6 milhões de brasileiros com deficiência visual. Até o momento, não houve manifestação oficial da prefeitura sobre o ocorrido.
Por que isso importa
- Capacitismo institucionalizado: quando uma autoridade pública debocha, legitima a exclusão.
- Impacto social: o gesto não é apenas ofensivo, mas perpetua preconceitos históricos contra pessoas cegas.
- Exemplo negativo: líderes deveriam ser referência de respeito e inclusão, não retrocesso.
Diversas entidades ligadas à inclusão e à defesa dos direitos das pessoas com deficiência emitiram notas de repúdio. O episódio foi descrito como “doloroso” e “inaceitável”, reforçando que respeito não é gentileza, é obrigação moral e dever legal.
Este caso não pode ser tratado como uma “brincadeira infeliz”. Ele deve ser visto como um marco de mudança cultural, lembrando que:
- Inclusão não é favor.
- Respeito não é opcional.
- A dignidade humana é princípio civilizatório.
Como sociedade, precisamos exigir:
- Retratação pública clara e objetiva do prefeito.
- Compromisso real com políticas de inclusão e acessibilidade.
- Educação e conscientização para que episódios como este não se repitam.
De Santa Cruz Cabrália, reforço minha solidariedade às pessoas com deficiência visual e a todos que se sentiram atingidos por este ato. Que este episódio sirva como alerta e como impulso para uma sociedade mais justa, inclusiva e empática.














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